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Distribuição de Aerossóis e Contaminação Superficial do SARS-CoV-2 em Hospitais

Atualizado: 26 de jan.

A pandemia de COVID-19 trouxe consigo uma série de desafios, e compreender a disseminação do vírus e a contaminação superficial do SARS-CoV-2 tornou-se crucial para a segurança nos ambientes hospitalares. Um elemento fundamental desse entendimento é a análise da "distribuição de aerossóis".


Uma profissional da saúde realizando experimentos em laboratório

A expressão refere-se à propagação de partículas microscópicas no ar, as quais podem conter o vírus causador da COVID-19. Estas partículas, conhecidas como aerossóis, são pequenas gotículas líquidas ou sólidas que permanecem suspensas no ar e podem transportar o vírus por distâncias consideráveis.


No estudo realizado em hospitais de Wuhan, China, a análise minuciosa da distribuição de aerossóis revelou conclusões essenciais. A contaminação superficial do SARS-CoV-2, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), destacou um risco elevado para a equipe médica. Além disso, a pesquisa indicou a possibilidade de uma distância de transmissão de até 4 metros, sublinhando a importância de medidas preventivas mais amplas.


A metodologia robusta empregada, envolvendo a coleta de amostras de ar e superfícies, juntamente com testes de PCR em tempo real, proporcionou dados precisos para compreender a presença do vírus no ambiente hospitalar.


Risco de Infecção na UTI:

Resultados: A contaminação ambiental foi significativamente maior nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em comparação com enfermarias regulares, indicando um risco elevado para a equipe médica.


Recomendação Prática: Medidas de proteção rigorosas são essenciais para a equipe que trabalha na UTI, dada a concentração mais alta do vírus.


Layout da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (A) e da enfermaria geral (B) no Hospital Huoshenshan, Wuhan, China. Para a UTI, a sequência de vestimenta ocorre na sala de vestir 1, sala de vestir 2 e sala de vestir 3; a sequência de desvestimenta ocorre na sala de vestir 4, sala de vestir 5 e sala de vestir 6. A ala de isolamento da UTI é um amplo espaço no chão com 15 cubículos (cada um com uma cama de paciente) ao longo dos dois perímetros opostos. Cada cubículo está aberto para a área central sem qualquer divisão. Para a enfermaria geral, a sequência de vestimenta ocorre na sala de vestir 1, sala de vestir 2 e sala de vestir 3; a sequência de desvestimenta ocorre na sala de vestir 4, sala de vestir 5 e sala de buffer 1. A área contaminada da enfermaria geral contém um corredor de pacientes, e os cubículos de um lado são todos fechados com acesso à porta do corredor.

Na imagem ao lado, podemos ver o Layout da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (A) e da enfermaria geral (B) no Hospital Huoshenshan, Wuhan, China. Para a UTI, a sequência de vestimenta ocorre na "dressing room" 1, 2 e 3; a sequência de desvestimenta ocorre nas salas 4, 5 e 6. A ala de isolamento da UTI é um amplo espaço com 15 cubículos (cada um com apenas uma maca) ao longo dos dois perímetros opostos. Cada cubículo está aberto para a área central sem qualquer divisão. Para a enfermaria geral, a sequência de vestimenta ocorre na "dressing room" 1, 2 e 3; a sequência de desvestimenta ocorre nas salas 4, 5 e "buffer room 1". A área contaminada da enfermaria geral contém um corredor de pacientes, e os cubículos de um lado são todos fechados com acesso à porta do corredor.


Distância de Transmissão do SARS-CoV-2:

Resultados: A análise da distribuição de aerossóis indicou uma possível distância de transmissão do SARS-CoV-2 de até 4 metros.


Implicações: A distância destacada tem implicações significativas na organização dos espaços, ressaltando a necessidade de considerar uma margem mais ampla para prevenir a transmissão.


 Distribuição espacial de aerossóis do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) nas alas de isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na enfermaria geral do Hospital Huoshenshan, Wuhan, China. A) Os locais de amostragem de ar na UTI foram distribuídos em diferentes regiões: perto da saída de ar (local 1), próximo aos pacientes (local 2) e ao redor da área do escritório dos médicos (local 3). Círculos laranja representam os locais de amostragem; setas azuis representam a direção do fluxo de ar fresco; e a seta laranja graduada e a barra de escala indicam a distância horizontal da cabeça do paciente. B) Em termos de distribuição de aerossóis virais, o espaço na UTI foi dividido em 2 partes: uma área de alto risco com uma taxa de positividade de vírus de 40,6% e uma área de baixo risco com uma taxa de positividade de vírus de 12,5%. C) Os locais de amostragem de ar na enfermaria geral foram distribuídos em diferentes regiões ao redor do paciente (local 1), sob a entrada de ar (local 2) e no corredor de pacientes. D) Em termos de distribuição de aerossóis virais, o espaço na enfermaria geral foi dividido em 2 partes: uma área de alto risco com uma taxa de positividade de vírus de 12,5% e uma área de baixo risco com uma taxa de positividade de vírus de 0%.

Na imagem ao lado, podemos ver a distribuição espacial de aerossóis do SARS-CoV-2 nas alas de isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na enfermaria geral do Hospital Huoshenshan, Wuhan, China. A) Os locais de amostragem de ar na UTI foram distribuídos em diferentes regiões: perto da saída de ar (site 1), próximo aos pacientes (site 2) e ao redor da área do escritório dos médicos (site 3). Os círculos laranja representam os locais de amostragem, as setas azuis representam a direção do fluxo de ar fresco, a seta laranja graduada e a barra de escala indicam a distância horizontal da cabeça do paciente. B) Em termos de distribuição de aerossóis virais, o espaço na UTI foi dividido em 2 partes: uma área de alto risco com uma taxa de positividade de vírus de 40,6% e uma área de baixo risco com uma taxa de positividade de vírus de 12,5%. C) Os locais de amostragem de ar na enfermaria geral foram distribuídos em diferentes regiões ao redor do paciente (site 1), sob a entrada de ar (site 2) e no corredor de pacientes. D) Em termos de distribuição de aerossóis virais, o espaço na enfermaria geral foi dividido em 2 partes: uma área de alto risco com uma taxa de positividade de vírus de 12,5% e uma área de baixo risco com uma taxa de positividade de vírus de 0%.


Metodologia e Detecção do Vírus:

Metodologia: A coleta de amostras de ar e superfícies, juntamente com a aplicação de testes de PCR em tempo real, fundamentou as conclusões do estudo.


Importância: A metodologia robusta forneceu dados precisos, permitindo conclusões sólidas sobre a distribuição do SARS-CoV-2 no ambiente hospitalar.


Superfícies de Alto Risco e Recomendações Práticas:

Resultados: Superfícies frequentemente tocadas, como corrimãos e mouses de computador, apresentaram altas taxas de positividade.


Recomendações: Ênfase na desinfecção das solas dos sapatos da equipe médica e na adequada desinfecção de máscaras antes do descarte.


Efetividade das Medidas de Precaução:

Resultados: Até março de 2020, não houve infecções na equipe médica, indicando que precauções adequadas podem prevenir efetivamente a disseminação do vírus.


Conclusão: A importância de medidas rigorosas de controle de infecção e práticas de segurança é validada pela ausência de infecções na equipe.


Limitações e Considerações Finais:

Limitações: As limitações do estudo incluem a falta de quantificação do vírus viável e a dificuldade em determinar uma distância precisa de transmissão por aerossóis.

Conclusão Geral: Apesar das limitações, as descobertas destacam a necessidade de protocolos rigorosos e reforçam a importância da compreensão da disseminação do SARS-CoV-2 em ambientes hospitalares.


Conclusão Geral:

Este estudo fornece insights valiosos para aprimorar a segurança hospitalar durante a pandemia, enfatizando a necessidade de protocolos eficazes, desinfecção regular e uma abordagem cuidadosa para prevenir a disseminação do SARS-CoV-2 em ambientes de saúde.

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